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novembro 16, 2011

Infarto do miocárdio


              Ocorrência médica com cerca de 25% de mortalidade (mais da metade dos óbitos ocorrendo antes do atendimento médico).


Também chamado: Trombose coronária e Ataque cardíaco.
O infarto do miocárdio é a área de lesão resultante da falta de suprimento sanguíneo. Trombose se refere à coagulação do sangue em uma artéria coronária. Enquanto o ataque cardíaco se refere a um problema abrupto, que, freqüentemente, é um infarto do miocárdio, devido a trombose.
O ataque cardíaco pode acarretar uma parada cardíaca imediata. O débito cardíaco é subitamente interrompido, devido a assistolia (ausência completa de atividades mecânica e elétrica, no coração). Ocorre a fibrilação ventricular: os ventrículos contraem-se fracamente, cerca de 500x por minuto, não sendo produzido um débito útil, é como se o coração estivesse parado.
Isso pode ser revertido através da ressuscitação cardíaca: massagem cardíaca externa imediata, por ventilação artificial, aplicação de corrente elétrica desfibrilante, pode fazer com que o coração reassuma o seu ritmo sinusal.
O paciente deve ser investigado e tratado para o infarto, que é muito provável que esteja presente.

ALGUMAS CAUSAS DO INFARTO DO MIOCÁRDIO

Causa Principal:
Em geral, o infarto do miocárdio  ocorre quando há uma interrupção súbita e intensa do fluxo de sangue através de uma artéria coronária que irriga uma região  do coração, ocorrendo  morte de parte do tecido cardíaco. Geralmente a causa desta interrupção do fluxo sangüíneo   é o acidente de uma  placa ateromatosa, ou seja, uma ruptura de uma placa de gordura.
Causas Secundárias:
Embolia (obstrução de veia) de origem sistêmica;
Ematológicas e oncológicas: Ex: Leucemia;
Doenças degenerativas ou infiltrativas: Ex: Diabetes mellitus;
Doenças infecciosas: Ex: Malária;
Anomalias congênitas de artéria coronária: Ex: Trauma;
Por drogas: Ex: Cocaína e Anfetamina;
Obstrução do Óstio Coronariano.

ALGUNS SINTOMAS

Dor torácica precordial (precórdio=porção sobre o coração) intensa, em forma de pressão, aperto ou opressão, durando mais de 30 minutos, que não melhora ou apenas tem alívio parcial com repouso ou uso de nitratos sublinguais.
A dor pode ser acompanhada de dispnéia, náusea ou vômitos (podendo ser interpretado como dispepsia).
Sudorese, palidez cutânea intensa, taquicardia ou palpitações por arritmias.
O infarto sem dor pode ocorrer em pacientes diabéticos, em idosos, em pacientes sob sedação ou no pós-operatório.
Podem ocorrer sintomas que precedem a doença (pródromo), como fadiga, mal-estar e sensação que algo estranho acontecerá no peito, mais freqüente pela manhã.
Quando existe história previa de angina, ou múltiplos fatores de risco de doença cardiovascular e quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade de que a dor precordial seja por infarto.

COMO CONFIRMAR

O diagnóstico do infarto agudo do miocárdio exige dois dos três critérios a seguir:
1.     Dor ou desconforto torácico prolongado (ou equivalente anginoso no diabético);
2.     Alterações do eletrocardiograma compatíveis com isquemia ou infarto;
3.     Enzimas cardíacas elevadas.
Como as enzimas cardíacas demoram cerca de 6 horas para apresentar alterações, o ECG é o exame mais importante no diagnóstico precoce e para definir medidas de revascularização. O paciente deve ser mantido sempre em monitorização eletrocardiográfica contínua e o ECG padrão deve ser repetido freqüentemente.

O socorro deve ser feito imediatamente!

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