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novembro 16, 2011

A família do deficiente


  A família. O berço, o início de tudo. E quando surpreendida por uma deficiência? E agora?
Bem-vindo a Holanda! (Mas não íamos pra Itália?)
Tudo muda nessa situação, é uma mudança brusca em todos os planos, realmente. Mas não quer dizer que tudo mude pra pior.

           “A família em si mesma constitui uma unidade social significativa. Ela é parte de uma unidade social maior, a comunidade imediata e a sociedade. Ocorrências sóciopatológicas dentro da sociedade mais ampla também exercerão efeitos sobre a família; entretanto esta deverá assumir parte da responsabilidade, pois é dentro dos limites desta unidade social que a criança aprenderá a ser o tipo de pessoa que a sociedade determina como normal”.(ASSUMPÇÃO JUNIOR, 1993).

“O nascimento de uma criança deficiente, seja qual for o tipo de deficiência, traz à tona uma série de complicações advindas de sentimentos de culpa, rejeição, negação ou desespero, modificando as relações sociais da família e sua própria estrutura” (BLASCOVI-ASSIS, 1997).

Quando se fala em família, com relação a deficiências, a primeira coisa que me vem a cabeça é a superproteção. Na minha visão, esse é o fator que mais interfere no desenvolvimento do deficiente, impedindo de participar ativamente de muitas coisas que poderia, como qualquer outra criança.
No momento em que nasce uma criança deficiente na família, os pais devem ir em busca, adquirir conhecimentos sobre o caso de seus filhos. Proporcionar para esta criança um ambiente em que ela tenha liberdade, que possa se desenvolver como qualquer criança, que consiga viver da forma mais normal possível, respeitando os limites de suas deficiências.


             “Após a passagem pelo luto, ou seja, a morte do(a) filho(a) desejado(a), esperado(a) e idealizado(a), inicia-se uma nova estrutura familiar, de maneira a ajustar- se à criança com deficiência suprindo as necessidades básicas e o seu relacionamento com o meio social de maneira holística e coordenada. A importância desta nova reestruturação familiar encontra se no fato de que será inicialmente na família, através dos relacionamentos intrafamiliares, que esta criança aprenderá a conviver e descobrir a vida e o mundo.” (MOURA & VALÉRIO, 2003).

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