A família. O berço, o início de tudo. E quando surpreendida por uma
deficiência? E agora?
Bem-vindo a Holanda! (Mas não íamos pra Itália?)
Tudo muda nessa situação, é uma mudança brusca em todos os planos,
realmente. Mas não quer dizer que tudo mude pra pior.
“A família em si mesma
constitui uma unidade social significativa. Ela é parte de uma unidade social
maior, a comunidade imediata e a sociedade. Ocorrências sóciopatológicas dentro
da sociedade mais ampla também exercerão efeitos sobre a família; entretanto
esta deverá assumir parte da responsabilidade, pois é dentro dos limites desta
unidade social que a criança aprenderá a ser o tipo de pessoa que a sociedade
determina como normal”.(ASSUMPÇÃO JUNIOR, 1993).
“O
nascimento de uma criança deficiente, seja qual for o tipo de deficiência, traz
à tona uma série de complicações advindas de sentimentos de culpa, rejeição,
negação ou desespero, modificando as relações sociais da família e sua própria
estrutura” (BLASCOVI-ASSIS, 1997).
Quando se fala em família, com relação a deficiências, a primeira coisa
que me vem a cabeça é a superproteção. Na minha visão, esse é o fator que mais
interfere no desenvolvimento do deficiente, impedindo de participar ativamente
de muitas coisas que poderia, como qualquer outra criança.
No momento em que nasce uma criança deficiente na família, os pais devem
ir em busca, adquirir conhecimentos sobre o caso de seus filhos. Proporcionar
para esta criança um ambiente em que ela tenha liberdade, que possa se
desenvolver como qualquer criança, que consiga viver da forma mais normal
possível, respeitando os limites de suas deficiências.
“Após a passagem pelo luto,
ou seja, a morte do(a) filho(a) desejado(a), esperado(a) e idealizado(a),
inicia-se uma nova estrutura familiar, de maneira a ajustar- se à criança com
deficiência suprindo as necessidades básicas e o seu relacionamento com o meio
social de maneira holística e coordenada. A importância desta nova
reestruturação familiar encontra se no fato de que será inicialmente na
família, através dos relacionamentos intrafamiliares, que esta criança
aprenderá a conviver e descobrir a vida e o mundo.” (MOURA & VALÉRIO,
2003).

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